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O regimento não ficou em Nanaimo. Foi convertido em unidade blindada, embarcou para a Europa em agosto de 1942 e desembarcou na Normandia em julho de 1944.
De lá em diante foi Operação Totalize, Caen, Falaise, Holanda e Alemanha. A última ação veio na travessia do canal Küsten, em 17 de abril de 1945. Do regimento, 122 homens não voltaram e 213 ficaram feridos.
Jack Bernard desembarcou de volta em outubro de 1945, cinco anos depois da esquina. Na baixa médica dele havia um registro de battle fatigue, o nome que se dava então ao que hoje se chama estresse pós-traumático.
Dettloff estava na estação para fotografar a chegada. O menino do quadro tinha dez anos e correu outra vez, dessa vez sem coluna militar nenhuma no meio do caminho.
“O dia em que meu pai voltou, meu avô me pegou e me levou para a estação”, contou Warren Bernard décadas depois. “Foi provavelmente o dia mais feliz da minha vida de dez anos.”
A chegada, porém, não recompôs a casa. Bernice nunca aceitou o alistamento que tinha cortado o soldo pela metade e levado o marido para a Europa, e o casamento terminou em divórcio.
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Aquele foi provavelmente o último momento em que estivemos juntos como família. Nunca mais estivemos juntos como família depois daquele instante.
Warren Bernard, entrevista ao The Guardian, 2014
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Na Vancouver do pós-guerra, filho de pais separados era exceção de sala de aula. Whitey passou a ser, ao mesmo tempo, o garoto do cartaz da família reunida e um dos poucos colegas com os pais em casas diferentes.
Sobre o homem que desceu do trem, ele resumiu numa frase seca: não era mais o mesmo cara que tinha ido embora.
A relação entre os dois, ainda assim, foi boa. Jack trabalhou como classificador de madeira e depois como carpinteiro de acabamento, e gastou o resto da vida tentando compensar os anos perdidos. Morreu em 1981, aos 74.
O menino cresceu longe da esquina. Warren Bernard mudou para Tofino, na costa oeste da ilha de Vancouver, casou com Ruby em 1964 e tocou uma marina pequena, com venda de ferragem e combustível.
Na política local foi vereador, depois prefeito por alguns anos, e voltou ao posto de vereador em seguida. A marina da família continua funcionando, hoje sob o comando do filho dele, Steven.
Em 2014 o país devolveu a cena ao lugar de origem. Além da escultura na praça Hyack, o Royal Canadian Mint cunhou moedas com o quadro, entre elas uma de dois dólares com a palavra Remember, e o Canada Post lançou um selo comemorativo.
O museu da cidade montou no Anvil Centre uma exposição em torno da fotografia, usando a cena da esquina como porta de entrada para o efeito da guerra sobre as famílias de New Westminster.
A fotografia não fala em divórcio, em battle fatigue nem em oficina de carpintaria. Ela para no segundo exato em que a mão do pai ainda está esticada para trás, e todo o resto da história ficou fora do quadro.
“Se alguém fotografasse a sua família no minuto de uma despedida, que legenda essa imagem ia carregar setenta anos depois?”
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