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George Shiras III seguiu fotografando por mais de três décadas, no Michigan, no Canadá e no parque de Yellowstone. Publicou outros artigos na National Geographic ao longo das décadas de 1910 e 1920.
Como deputado, entre 1903 e 1905, ele tinha apresentado um projeto de lei para pôr as aves migratórias sob proteção federal. O projeto não passou no mandato dele, mas a ideia voltou na Lei Weeks-McLean, aprovada em 1913, e no Tratado das Aves Migratórias, firmado com o Canadá em 1916.
O caçador que trocou o rifle pela câmera virou, assim, um dos nomes da conservação americana. As fotos noturnas mostravam o animal; a lei protegia o lugar por onde ele passava.
O livro
Em 1935, a National Geographic Society publicou Hunting Wild Life with Camera and Flashlight (Caçando a vida selvagem com câmera e flash), em dois volumes, com centenas de fotos de Shiras e o relato das noites de trabalho.
Os volumes reúnem as fotos de canoa, as de fio na trilha e as tiradas em Yellowstone, com textos de Shiras sobre o comportamento de cada espécie diante da luz. Viraram referência para quem estudava fauna e para os primeiros fotógrafos de natureza que tentaram repetir as montagens.
Shiras viveu até 1942. Deixou parte da fortuna para Marquette, onde a fundação Shiras Institute, criada com esse dinheiro, financia até hoje obras públicas da cidade.
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As armadilhas fotográficas de hoje repetem o fio de Shiras com sensor infravermelho.
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Onde a foto está
O acervo de imagens da National Geographic, em Washington, guarda o material original de Shiras. A cópia no Wikimedia Commons veio da reprodução publicada pela revista e circula em domínio público, porque a imagem saiu nos Estados Unidos antes de 1930.
No Commons, a imagem leva o título em inglês e a data de 1906, a do número da revista em que saiu. A data exata da noite em que os dois veados passaram diante da câmera não foi registrada na publicação, e o artigo de julho não diz se o disparo veio da canoa ou do fio.
Os pântanos da margem sul do Lago Superior, a 46 graus de latitude norte, continuam escuros nas noites de verão, e os veados ainda descem para beber onde a canoa de Shiras esperava com o magnésio pronto. O nome dele, porém, foi parar num bicho bem maior que um veado.
Fica a pergunta · até amanhã Que animal recebeu o nome de George Shiras III em 1914? |
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