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A distância de 1925 estava errada, e Hubble não sabia. Em 1952, o astrônomo Walter Baade, do Observatório Palomar, mostrou que existem dois tipos de Cefeidas, com brilhos diferentes, e que Hubble tinha usado a calibração do tipo errado.
Com a correção, Andrômeda recuou. Pelas medidas atuais da NASA, citadas no material do telescópio espacial de 2011, ela fica a cerca de 2,5 milhões de anos-luz. O erro mudou o número, nunca a conclusão: Andrômeda segue fora da Via Láctea.
O que Hubble fez depois
Em 1929, com o assistente Milton Humason, Hubble publicou a relação entre a distância das galáxias e a velocidade com que elas se afastam. As galáxias mais distantes fogem mais depressa, e o universo, portanto, está em expansão.
Hubble trabalhou no Monte Wilson até a década de 1950 e viveu até 1953, aos 63 anos, em San Marino, na Califórnia. Nunca recebeu o Nobel: na época, o prêmio de física não contemplava a astronomia.
De chapa de vidro a peça de museu
A H335H ficou guardada com as outras chapas do Monte Wilson, no cofre da Carnegie Observatories, em Pasadena, ao pé da montanha. O vidro fica protegido da luz e da umidade, em envelope próprio, e só sai para pesquisa ou exposição.
Em 2010 e 2011, astrônomos amadores da AAVSO, associação americana de observadores de estrelas variáveis, acompanharam a V1 durante meses para montar a curva de brilho atual. Com os dados, o telescópio espacial Hubble apontou para ela nos momentos certos do pulso.
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Quase 90 anos depois da chapa, a mesma estrela foi fotografada pelo telescópio batizado em homenagem a quem a achou.
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A nova curva bateu com a de Hubble. O período da V1 continua perto dos 31,4 dias medidos em 1923 e 1924, e a estrela segue pulsando no mesmo braço de Andrômeda, sem sinal de cansaço.
Onde a foto está
A montagem com o código opo1115d foi divulgada em 23 de maio de 2011, numa reunião da Sociedade Astronômica Americana em Boston. No Wikimedia Commons, ela aparece sob licença livre, com crédito para a NASA, a ESA e o designer Zolt Levay, do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial.
A 1.742 metros, no alto do Monte Wilson, a cúpula do telescópio de 100 polegadas ainda abre para visitantes. Ao pé da montanha, em Pasadena, a chapa H335H segue no cofre da Carnegie, com o N riscado e as três letras vermelhas ao lado da estrela que pisca a cada 31,4 dias.
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